agosto 30, 2010

Snuff - Slipknot.

Bury all your secrets in my skin, come away with innocence, and leave me with my sins. The air around me still feels like a cage and love is just a camouflage for what resembles rage again... So if you love me, let me go. And run away before I know. My heart is just too dark to care, I can't destroy what isn't there. Deliver me into my fate, if I'm alone I cannot hate; I don't deserve to have you... Uh, my smile was taken long ago, if I can change I hope I never know.

Deve ser chato ficar lendo letras de música por aqui, mas eu não ando com muita inspiração, então...

agosto 28, 2010

Chitãozinho e Xororó - Evidências

Sabe-se lá porque diabos, mas eu acordei com essa música na cabeça.


Quando eu digo que deixei de te amar
É porque eu te amo
Quando eu digo que não quero mais você
É porque eu te quero
Eu tenho medo de te dar o meu coração e confessar que estou em suas mãos,
Mas não posso imaginar o que vai ser de mim
Se eu te perder um dia

Eu me afasto e me defendo de você
Mas depois me entrego
Faço tipo, falo coisas que eu não sou
Mas depois eu nego
Mas a verdade é que eu sou louco por você
E tenho medo de pensar em te perder
Eu preciso aceitar que não dá mais
Pra separar as nossas vidas

E nessa loucura, de dizer que não te quero
Vou negando as aparências
Disfarçando as evidências
Mas pra que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração
Eu sei que te amo
Chega de mentiras, de negar o meu desejo
Eu te quero mais que tudo
Eu preciso do seu beijo
Eu entrego a minha vida
Pra você fazer o que quiser de mim
Só quero ouvir você dizer que sim
Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você pensa muito em mim
Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você quer viver pra mim

agosto 27, 2010

E até já dizem por aí que ninguém vai conseguir se aproximar, que o lápis no seu olho é pra afastar quem não quiser te ver feliz.

30 e poucos anos de Nadine Kite

"E amor, pensando bem, não passa de uma espécie de palavrão. Mas tinha qualquer coisa a ver com o que existia entre mim e Linda - amor. Era por isso que a gente sofria privações lado a lado, bebia e morava junto. O que significava o casamento? Apenas uma foda santificada, e toda foda santificada sempre, em última análise, acaba infalivelmente ficando chata, transformando-se em obrigação. Mas é isso mesmo que o mundo quer: algum pobre filho da puta, encurralado e infeliz, com uma obrigação a cumprir."
Charles Bukowski.

- E outra coisa - disse, histérica, depois do bipe. - Esse é um recado pra você. EU MENTI! - gritei, a adrenalina quase escorrendo dos meus ouvidos. - Eu menti quando disse que não queria você, ok? M-E-N-T-I. Porque eu queria sim. Eu realmente queria. Eempre quis e ainda quero. E... e... Eu estou bêbada. Estou muito, muito bêbada. Estou chapada. Andei pensando em várias coisas e pensando nas nossas coisas. E senti falta de tudo, senti falta de você, e eu menti. só quero que você saiba que eu menti. Tenha uma boa vida. Adeus. Eu vou te amar pra sempre. Adeus.
E tentei desligar o telefone; tentei de novo e de novo, mas o fone recusava-se a entrar no gancho. Lembro que naquela hora eu me senti satisfeita, bastante satisfeita com o encaminhamento das coisas.

Is someone getting the best of you?

Eu não sei o que é ou o que deixa de ser. Nem sei porque também. Tá, eu sei. É porque eu sou burra, na verdade.

Meu coração de pedra sempre existiu. Ok, nem tão de pedra assim. Eu apenas não consigo me apaixonar concretamente depois de você. Eu odeio isso. Essa coisa de me apaixonar e escrever milhares de textos melosos, e doces demais, falando sobre a minha paixão, sobre os seus olhos, detalhando as diferentes cores deles, blablablá. Sabe essas coisas que eu sempre achei piegas e repugnantes? Você as desperta em mim. É incrível e irônico.

Eu cansei de me desgastar por isso. Pensar e sofrer por antecedência. Eu quero esquecer tudo sobre nós e só lembrar quando eu te ver. Quando eu olhar - ou melhor, mergulhar - nos teus olhos e te perguntar todas essas coisas nas quais eu penso. Te explicar algumas coisas, e declarar tantas outras. Te ouvir. Aí sim eu poderia pensar em algo, tentar saber o que a gente pode fazer. Porque pensar nisso tudo - assim, do jeito que estamos - é perda de tempo; pensar nessas confusão-nem-tão-confusa-que-mesmo-assim-me-confunde. E eu sei que te vendo as coisas vão ser mais fáceis e a gente vai conseguir pensar em algo, a gente vai conseguir, juntos, superar tudo que já passou e ainda vai passar...

A merda disso tudo, de toda essa coisa, é que não importa que porra aconteça, eu provavelmente voou continuar te amando.

Talvez o nosso amor seja mesmo inabalável.

agosto 25, 2010

antônio prata

A música pop está cheia das mais exageradas juras de amor. Rapazes apaixonados prometendo subir montanhas, atravessar rios a nado, matar tigres e leões, se necessário for, para ficarem com suas donzelas. Beleza. Quando amamos, temos mesmo a sensação de que podemos atravessar o Saara plantando bananeira e assoviando Mamãe eu quero.

O problema é que nunca, para conquistar uma pessoa, ou manter uma relação, teremos que atravessar o Saara plantando bananeira e assoviando Mamãe eu quero. Sem querer ser um estraga prazeres, um burocrata racional diante da poesia - mas sendo -, tenho que dizer: o buraco é mais embaixo. A maior prova de amor não é mantê-lo vivo diante de tigres e leões, mas das épicas dificuldades do dia-a-dia.

Olha só: o Rodrigo e a Marina já namoravam há alguns anos e pensavam em se casar. Mas eis que passou por aqui um italiano (malditos italianos!!!), ela se apaixonou, foi para Milão e deixou o Rodrigo chupando o dedo. O Rodrigo ligava, escrevia e-mails, cartas, fazia juras de amor e esperava bravamente - numa mesa de bar, como convém a um coração partido. Depois de um tempo, a Marina desencanou do italiano e voltou aos braços saudosos do meu amigo. Ele a perdoou, ela jurou que isso jamais aconteceria novamente, que ele era seu único e grande amor. Eles se casaram, todos nós, os amigos (que havíamos dado uma força ao Rodrigo quando ele estava mais próximo de uma gelatina do que de um homem) choramos muito e dissemos: "Oh, o amor é lindo, o perdão existe, que coisa bela."

Semana passada, numa festa encontrei o Rodrigo. Conversa vai, conversa vem, ele me contou que o casamento tá meio conturbado. Outro italiano, pensei, já quase ficando com raiva da Marina e me lembrando dos dias gelatinosos do meu amigo. Nada disso. Ela continua fiel a ele. O problema agora é outro. Rodrigo é um cara muito organizado, certinho, lava a louça assim que acaba de comer e arruma a cama ao acordar. Marina é uma zona, joga a roupa pela casa, deixa a caixa de pizza na frente da televisão, nunca fecha a pasta de dentes. "Você vê só", me disse ele. "Eu fui capaz de sofrer um abandono, de ficar aqui esperando enquanto ela vivia com o gringo. Eu perdoei, eu não tenho nenhuma mágoa, juro! Mas esse negócio da roupa espalhada pela casa, dos pratos sujos pela cozinha, isso eu não aguento! Eu fico louco! A gente tem altos quebra-paus por causa de uma calça jeans no corredor, é insano!"

Digamos que, metaforicamente, Rodrigo escalou, por amor, a montanha mais alta. A dificuldade agora, é enfrentar os microdemônios da planície. Essa, sim, é a mais profunda prova de amor.
Quanto tempo, quanta coisa mudou... Mas tem coisas que ficam.

Você me dá nojo.

Nunca pensei que poderia encontrar uma pessoa tão fria assim. Que ainda esconde a frieza com um calor inexistente. Sabe, eu sempre achei que me prevenia o bastante das pessoas, que sempre examinava tudo; que procurava saber que a queda vai ser segura, saber que a pessoa será a cama elástica que amortecerá a queda antes de dar o salto. E eu depositei muita confiança em você. Te subestimei. Achei que você seria a última pessoa à mentir pra mim depois de tanta coisa passada, de tantos começos com fins frustantes, talvez precoces, equivocados. Achei que você tivesse aprendido. Achei que você tivesse aprendido a dar valor às pessoas, aos sentimentos que elas podem te devotar. A não brincar com nada e nem ninguém.

Mas você causou um caos dentro de mim; um caos que ainda bem, passou. Não estou serena interiormente, mas não se preocupe, não é por sua causa; não te darei esse prazer. E você talvez tenha causado esse caos tendo completa consciência. Eu achei que te conhecia, mas me enganei. Conheci a parte desconhecida, e esta última me ensinou à manter distância de sua meia-dúzia de palavras mastigadas, cuspidas equivocadamente; aquelas que você conhece bem, aquelas que soam falso. Que se existisse um crtl+c crtl+v pra falar sem esforço, você não hesitaria em usar. Deve ser legal pra você, até cômodo, mentir assim. E não sentir remorso! imagina que maravilha? Mas isso só sendo essa pessoa fria e nojenta que você é. Pode ter certeza que não te invejo por isso. Ao contrário, você me dá vontade de gorfar.
achei, achei... fui burra. ora, deveria ter tido certeza! e deveria ter ido à um oculista, colocar óculos de verdade, deveria ter tirado as lentes cor-de-rosa que me escondem do mundo cruel, ter enxergado bem, pra não tem confundido a cama elástica com um chão de mármore, frio e duro. e ter não apenas quebrado, mas esborrachado a cara, e estilhaçado o que restava de mim.

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É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou.