novembro 07, 2010

silly. part II

Tudo tinha começado ali. Eram 11h naquele sábado quando eles acordaram com alguém batendo na persiana exterior do quarto. Ela, com o seu ótimo humor da manhã, soltou um "Que porra é essa?", Thiago começou a apalpar o chão procurando o pequeno controle para apertar o botão, abrir a persiana e descobrir que porra era aquela.

Quando a persiana se abriu, Natalie colocou o edredom em cima da cabeça pra fugir da claridade, e Thiago descobriu a cara de sono de Rob. Ele não ouvia sequer uma palavra do que ele estava dizendo, mas ele conseguiu entender perfeitamente que ele dizia "Abre a porta, cara!". Claro, ele se referia à porta do jardim, já que o quarto deles era perto da porta que dava no jardim, era mais fácil passar por ali do que pela porta da frente.

Ele se levantou, e de tanto que as pernas dele não conseguiam ficar estáveis, ele só faltou ir engatinhando até a porta. Então, ele virou a chave e abriu a porta.

Era até engraçado o contraste desses dois garotos. Thiago, de uma estatura normal, mais ou menos 1m70, de cabelo castanho-claro-quase-loiro curto, mas com uma fina franjinha na testa. Tinha olhos pequenos e cor de mel, e seu corpo era normal, nem frango, nem gordo, meio termo. Já Rob era um moreno, seu cabelo castanho-escuro-quase-preto era meio comprido, não no estilo Justin Bieber - graças a Deus - mas mais comprido que o de Thiago. Seus olhos eram pequenos e do verde mais verde que você já pode ter visto, com uns riscos meio amarelados. Ele era meio musculoso, não um homem-músculos, mas na medida certa; aquela medida em que é natural, sendo forte, presente, e bem distribuído em seus 1m85.

- Eae, cara. - disse Thiago.
- Eae, tranquilo?
- Estaria mais tranquilo se eu ainda estivesse dormindo. Você sabe que de sábado não existe vida aqui antes das 13h.
- Mal, mas é que é realmente importante.
- O que é tão importante ao ponto de interromper o nosso sono?
- Pera, eu já digo, vamos pro quarto, a Natalie também precisa saber.

Os dois foram em direção ao quarto e descobriram apenas uma bola embaixo do edredom.

- Natalie? - Rob chamou-a quase sussurando.
- Hmmm... - respondeu ela, sonolenta.
- Tá acordada?
- Hmmmm...
- Vai, levanta logo, ele tem algo pra contar. - tentou Thiago com sua famosa sutileza.
- Ahmmm...

Eles se entreolharam, e pensaram a mesma coisa. 1, 2, 3... Eles arrancaram o edredom dela.

- CARAAAALHO ! Devolve isso, AGORA! - gritou Natalie, agora ajoelhada na cama, descabelada e seus olhos entreabertos tentando se proteger da claridade.
- Levanta caralho, ele tem algo importante pra contar!
- Espero que seja realmente importante porque é realmente um crime acordar as pessoas a essa hora da manhã. Que horas são, 7h?
- Exatamente 11h07. - respondeu Rob que tinha acabado de dar uma olhada em seu celular.
- Mesmo assim. Vai, conta logo pra que eu possa voltar a dormir. - disse ela arrancando o edredom das mãos de Thiago.
- Me escutem com atenção, ok tapados? - começou Rob.
- Vou te dar um murro e você vai ver quem é tapada.
- Sempre de um humor agradável quando é acordada!
- Rob, conta logo antes que eu realmente te dê um murro. - repetiu a recém-acordada.
- Eu não duvidaria, ela tá naquela semana do mês, acho melhor você tomar cuidado. - disse Thiago tentando prevenir toda e qualquer catástrofe.
- Ok, ok... Vocês dois lembram do Adam, não lembram?
- Como poderíamos esquecer? Ele foi o primeiro amor dela, e o primeiro que quebrou o seu coração. Argh, nunca curti esse cara. - relembrou Thiago. E era verdade, Adam tinha sido o primeiro amor de Natalie, lá pela quinta ou sexta série ela tinha se apaixonado por ele, estava na palma de sua mão. Ele se aproveitou, eles ficaram durante um tempo, e do nada ele terminou, sem mais, nem menos. Deixando Natalie em noites frias e bem, bem molhadas. Foi nessa época que Thiago a conheceu, quando ela parecia mais uma gelatina do que uma garota; vendo o estado que ele a tinha deixado, ele criou uma raiva sobrenatural dele. Então, um dois anos depois ele se mudou, para a felicidade de Natalie, e para o bem dele mesmo; Thiago se segurava todo dia pra não dar um soco no meio da cara daquele cara. Já Rob, fazia parte do mesmo grupo de amigos que ele, Adam era um cara legal, em relação à essa situação ele era meio neutro. Até porque, na época, ele não era o melhor amigo de Natalie. Ele a tinha conhecido um ano depois do ocorrido, tudo já tinha passado. Tinha um pequeno nojo dele, não era o melhor amigo dele, mas Adam era suportável e, às vezes, até agradável. E depois de dois anos que tudo aconteceu, os pais deles se separaram e ele foi viver com a mãe, em outra cidade.
- Bom, o fato é que... Ele voltou. - declarou Rob, não achando nenhuma outra forma mais sutil de anunciar isso.
- O QUE?! - gritaram Natalie e Thiago ao mesmo tempo, incrédulos.
- É, isso mesmo...
- Como você sabe? - questionou Natalie, mais acordada do que nunca.
- Os caras acabaram de me ligar, dizendo que eles iriam comemorar isso num bar, hoje à tarde.
- Não é possível. - os olhos castanho-claro de Natalie não engavam, ela realmente não acreditava.
- Sim, sim. É possível. Pelo que parece ele vai ficar uma semana ou sei lá quanto tempo na casa do pai, pra fazer um estágio por aqui. - explicou Rob.
- Ele poderia ter ido sei lá, fazer o estágio dele em Marseille, ou nos Alpes, ou em Lille, mas longe de mim cara.

A conversa seguiu em planos pra fazer que Natalie e Adam não se cruzem nem na menor das hipóteses. Porque todos sabem que um primeiro amor, por mais que seja passado, vai sempre ser um primeiro amor.

Continua, maybe yes, maybe no...

novembro 06, 2010

silly.

Aquele carro. Ninguém sabia que ela tinha saído, quem dirá que tinha “roubado” o carro de seus pais para esse passeio noturno.

Ok, não era bem um passeio. A forma mais adequada de se descrever aquilo, seria uma fuga noturna, uma fuga da realidade, da vida ela, das coisas que andavam acontecendo… Nada disso deveria acontecer.

Você já foi pra Paris, ou viu fotos e percebeu que de noite, é um dos lugares mais bonitos do mundo? Com as luzes, castelos, la Seine… Toda aquela beleza, naquele momento, a fazia vomitar. Tinha se tornado uma tortura e um motivo de suicídio pra ela. Como suportar um exterior tão bonito enquanto o interior dela estava podre? Ela tinha sorte de ter pego o carro da mãe dela, a Twingo verde, mais discreto do que a Picasso cor de areia. Poderia haver pedófilos em todo lugar aquela hora da noite, principalmente do tipo que não hesitaria um minuto em seqüestrar uma linda jovem num carro no meio da madrugada.

Ela tinha conectado seu iPod na entrada USB do player do carro, a nova descoberta de sua mãe. Dentro daquele carro, as ondas da música, as batidas das canções pareciam fazer tremer as janelas, seus ossos, invadindo todo o seu corpo. Era bom. Era como ter um show em “seu” próprio carro.

Ela tinha optado pelos britânicos, aquele sotaque delicioso daria conta. The Kooks e Arctic Monkeys cuidariam de seu estado. O final de Fake Tales of San Francisco ecoava em suas últimas notas para deixar espaço à Love It All.

Thiago, seu melhor amigo, ia ficar preocupado. Logo iam dar 3h30. Quando ele voltasse de seu mijo de toda madrugada (devido ao problema de bexiga pequena, ele geralmente ia esvaziá-la no meio da noite, normalmente entre 3h30 e 4h) e não a visse em sua aconchegante cama, ligaria direto pra ela. Era melhor voltar para casa antes de acontecer algum tipo de merda; como um morcego bater no carro, ou atropelar um esquilo.

Ah, sim, ela morava com o seu melhor amigo, e com os seus pais também. Tinha lá seus prós e contras… Ela sempre quis ter um irmão mais velho e, bem, agora ela o tinha. E ela tinha que suportar a super-proteção dele, mas não reclamava disso. Só reclamava quando ele entrava realmente no papel de irmão-super-protetor e ficava interrogando os caras com quem ela estava ficando há apenas 3 dias.

Agora ela encontrava as cuecas dele jogadas em cima de sua cama, ficava com vontade de vomitar todo dia de manhã quando acordava e sentia aquela porcaria de cheiro excessivo de perfume de homem, e tinha que lidar com as namoradas ciumentas dele.

Enfim, não mais, ele finalmente tinha achado alguém que prestasse, graças a Deus. Mas essa também levou um tempo pra entender que eles eram só amigos. A coisa de chegar lá e descobri-la de camiseta e calcinha deitada no colo dele assistindo um daqueles programas imprestáveis das noites de Terça a irritou durante um bom, bom tempo. Mas ela acabou entendendo. Melhor pra ela, ou ela entendia ou ia embora. A amizade de anos deles não iria mudar por causa dela, nem de ninguém.

Tanto faz, ela estava pra casa. Estava orgulhosa dela mesma, não tinha chorado.

Ela tentou, realmente tentou estacionar o carro como ele estava antes para seus pais não perceberem o pequeno empréstimo sem autorização, mas ela tinha apenas acabado de tirar a carta, milagres não acontecem. Ela abriu a porta da garagem cuidadosamente pra ninguém ouvir o barulho, e finalmente entrou em casa sentindo aquele calor agradável do aquecedor. O frio lá fora era de -10° naquela noite.

Quando ele a viu na porta do quarto de calça legging, blusão de marca que provavelmente um de seus ex tinha esquecido na sua casa e os seus tênis adidas, ele sabia que ela não tinha apenas ido tomar um copo d’água. Ele estava sonolento, mas tinha certeza de que não estava sonhando.

- Foi pra onde?
- Hã? Fui na cozinha, vai mijar e volta a dormir vai.
- Que horas são?
- 3h32.
- Só? Achei que fossem umas, sei lá, 4h. E você tá de tênis, otária. Não me engana. Sem contar que você precisa aprender a ser discreta, eu ouvi o carro estacionando, você tem realmente muita sorte se os seus pais não ouviram.
- Você fode, né? Fui dar uma volta, tava com a cabeça cheia… E você sabe como eu sou.
- É por causa daquele otário?
- Talvez, mas eu também não tô conseguindo fazer aquele exercício de ma…
- Vem cá.

Ele sentou em sua cama e abriu os braços. Seu refúgio. Ela segurou as lágrimas, ele não as merecia. Thiago beijou o topo de sua cabeça e disse:

- Tudo vai ficar bem. A gente vai achar uma solução, juntos. Amanhã a gente conversa melhor, tá? Vai dormir, eu vou ir mijar porque a minha bexiga tá prestes a explodir.

Continuarei talvez, ou talvez não continuarei.

novembro 03, 2010

whatever

Eu não sei porque diabos eu me sinto assim. Sério, desde o começo eu disse pra mim mesma que não me envolveria e a cada beijo eu pensava que eu não estava apegada, que eu estava sacando a sua e que eu talvez soubesse como lidar com isso. Eu me enganei, redondamente.

A verdade é que cada espera por uma ligação, a expectativa de que você respondesse à alguma mensagem minha por mais fútil que fosse... Existia, realmente existia. Estou longe de chamar tudo isso de amor, bem longe disso. No fundo, eu dizia pra mim mesma: "Não acredite, você conhece os caras como ele, na primeira ocasião que você der, ele vai pular fora, ele não vai assumir e o quanto mais ele puder aproveitar, vai ser melhor pro ego dele."

Eu lembro de tudo que aconteceu e me sinto uma criança. Eu realmente me sentia uma criança do seu lado, e não posso negar que quando você me olhava nos olhos e acariciava a minha bochecha enquanto estávamos deitados na cama, eu desejava que você sentisse algo além da atração.

Talvez você tenha sentido, mas eu não conseguia me permitir a admitir que gostava de você nem pra mim mesma, quem dirá pra você. Talvez tenha sido por isso que nada tenha funcionado. Passei tanto tempo me prevenindo que não te deixei espaço e nem tive ações que te encorajassem a me mostrar algo. Foi a porra do meu orgulho, eu sei.

Eu sabia que você não queria nada, eu sabia. E tudo se comprovou quando você não disse nada quando eu terminei. Na verdade, eu terminei porque eu senti que fim estava chegando, e eu não iria suportar os dias que iriam seguir se eu te deixasse terminar. Talvez ambos sabíamos que era uma brincadeira. Talvez eu, no seu lugar, teria feito a mesma coisa, mesmo desejando continuar. Mas eu duvido um pouco que você tenha desejado isso.

Nos meus relacionamentos, um "Eu te amo" sempre foi fácil de obter após uma semana com a pessoa, ou até menos. E sempre foi em momentos esperados. O seu eu não tava esperando. Agora eu não consigo tirar a imagem da minha cabeça. E, na verdade, eu não sei porque isso aconteceu. Quando eu vi, eu pensei "Hahah, boa tática amigo", mas a verdade é que cada molécula do meu corpo se contorceu. Mas eu não sabia se deveria responder, porque eu não sabia se o que eu ia dizer realmente teria toda a intensidade que deveria ter. E eu não estou mentindo, ou falando isso por causa do meu orgulho... Eu realmente não sabia.

Mas enfim, acabou. Não diria que você quebrou meu coração, ou coisas dramáticas do tipo. E é esse o problema, você não teve nenhuma atitude realmente deplorável pra que eu possa te odiar... Além das coisas habituais como não me ligar, demorar anos pra responder uma mensagem, me fazer esperar e essas coisas que todo homem faz. Eu apenas te odeio por ter me feito sentir bem, e essa é provavelmente uma das coisas mais contraditórias que eu já disse em toda a minha vida. Já se passou mais de um mês e eu ainda não consegui entender tudo isso. Eu estou bem, juro. É só que acho que lembro de você pelo menos uma vez por dia. E eu sei que você não lembra, o que faz com que eu me odeie. E talvez te odeie também.

Se eu te ver, pode ter certeza que eu farei o máximo e usarei muito da minha força pra lutar contra a vontade de ir falar com você; vou fingir que não te conheço. Mas eu espero que eu não te veja.

E, na verdade, eu nunca te conheci.

outubro 27, 2010

« It's all so different now, emotions burn me out.
I have a lifeless touch, this distance leaves no doubt.
I fear it all too much but part of me believes.
As the years pass away you made me recognize,
I’m lost and lonely, scared and hiding.
Blind without you. »

outubro 26, 2010

just because i don't talk about my feelings doesn't mean they don't exist

Eu sempre me esforço e tagarelo sobre eu e minha vida durante as nossas conversas. E eu não sei quase nada sobre a sua vida além do que me contam aleatóriamente: maconha, pegadas e xavecos. Dessa vez brinquei de inverter os papéis e dei as mesmas respostas sem interesse algum que você dá quando eu tento saber da sua vida. Essas respostas vagas que sempre me deixaram com pontos de interrogação na cabeça. Acho que você não gostou. Percebeu tudo que eu engulo e deixo passar quando a gente se fala?
Sempre tagarelei pra me esforçar, mas quando foi a sua vez de fazer um mínimo e falar de você... Nada. Na minha cabeça um relacionamento é composto de duas ilhas. Existem milhares de ilhas, e duas delas podem se ligar pra então nascer um relacionamento. Pra ligar essas ilhas e um poder ter acesso ao terreno do outro, precisa construir uma ponte; não importa quão longe a ilha esteja, o quão seja difícil, a ponte ligará cada coisa, os corações, bababá. E eu não vejo no que você me ajuda a construir essa ponte. De que serve tudo isso se só eu me esforço pra construir a ponte que nos liga? Do seu lado fica um vão. Falta algo ali, falta a sua força de vontade. Do que adianta eu fazer algo se não funciona dos dois lados? Pois é. Você faz um pouco e acha que é muito. Não vejo nenhuma vontade de obter o que quer com tão pouco esforço, meu amigo.
Já joguei meu orgulho fora por você várias vezes, sua vez. Não sou idiota, também tenho amor-próprio, querido.

outubro 21, 2010

Se existe um sentimento mais devastador que a decepção? Provavelmente. Mas a decepção é uma das piores coisas que pode se sentir.

É difícil de aceitar quando alguém te decepciona, fazendo coisas que você nunca imaginou que ela poderia fazer. E não é preciso que tal ação tenha um contato direto com você; às vezes não tem contato algum. Apenas uma ação, que pode mudar todo o seu conceito sobre uma pessoa. Só uma ação...

Essas coisas estúpidas por mais que sejam estúpidas são incorrigíveis. Tá feito, tá feito. O ato é estúpido, o objetivo é estúpido, e, francamente, eu esperava mais de você, bem mais.

Na verdade, achei que você tinha cabeça e espírito fortes. Mas me enganei. Pena.

outubro 03, 2010

É estranho. Estranho até demais sentir esse arrepio, sentir toda a minha carne fria, meu interior congelado apenas em pensar e imaginar você ali, sentado na minha cama, me olhando. Talvez conversando comigo, e ouvindo o que eu tenho a dizer. Conversando sobre o nosso futuro, quem sabe discutindo sobre um apartamento legal que a gente visitou.

Nos imaginar, ali, deitados na cama, sob os lençóis, olhando pro teto, e conversando sobre coisas aleatórias numa tarde qualquer em que nós conseguimos alguns minutos de folga.

É estranho sentir essas lágrimas que me pinicam os olhos, quando eu tento imaginar que meu celular bem que poderia tocar, uma mensagem chegar. Algo estúpido, como "ainda tá de pé pra hoje a tarde?", ou talvez um simples "boa noite", quando eu estivesse deitada na cama, prestes a cair no sono.

Estranho mesmo, é saber que eu já tive boa parte disso, que no futuro eu provavelmente terei, mas que agora eu não tenho mais. Que eu não posso te abraçar, que eu não posso olhar nos teus olhos e sorrir. Que eu não posso descer correndo a rampa do meu condomínio pra ir te encontrar, logo após ter feito uma das maiores burradas do mundo, e ter te magoado.

Te dar um beijo, no meio do trânsito, daquele tempo úmido pós-chuva, e pedir desculpas, antes de você entrar no carro e ir embora.

Sabe o que é mais estranho ainda? Eu te amar, e você me amar, apesar de tudo. Mas não poder te dizer isso frente a frente, e ter que esperar.

Você sabe, existe outra história paralela, não a mesma, uma confusa, cheia de vírgulas, alguns pontos finais, mas estes últimos são sempre seguidos de letras maiúsculas.

Mas, uma vez, você me fez esquecer tudo isso, quando eu estava com você, eu consegui ignorar. Talvez eu tenha esquecido que, com você, eu sou uma das pessoas mais fortes do mundo e que, juntos, se a gente quiser, podemos ir muito longe.

Será que é você?